O novo mapa do contrabando – A ascensão das facções nos mercados ilegais

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O estudo “O novo mapa do contrabando – A ascensão das facções nos mercados ilegais”, lançado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras em 2026, mostra que nos últimos dez anos houve um processo de hiperespecialização das dinâmicas criminosas, especialmente no que se refere à logística aplicada ao contrabando. Diferentemente do que ocorria há uma década, quando os contrabandistas eram muitos atores e desconectados entre si, os custos variavam
conforme as dificuldades. Atualmente, observou-se uma homogeneização, com uma margem fixa de custo logístico médio de 22%, independentemente do tipo de mercadoria. O estudo traz pesquisas de campo que mostram tais dados e também a logística aplicada ao crime.

Em relação aos principais produtos, dados de apreensões da Receita Federal do Brasil mostram que as mercadorias contrabandeadas e/ou descaminhadas somaram R$ 4,4 bilhões por ano nos últimos cinco anos. No período, as apreensões ultrapassaram R$ 22 bilhões. O cigarro continua sendo o item mais apreendido, enquanto o cigarro eletrônico surge como destaque recente, além do crescimento da fabricação ilegal de cigarros no Brasil, realizada em fábricas clandestinas com mão de obra oriunda do Paraguai. Outros produtos, como eletrônicos, medicamentos — principalmente canetas emagrecedoras —, defensivos agrícolas, bebidas alcoólicas e vestuário também possuem participação significativa nesse mercado ilegal e registram crescimento ano após ano.

O mercado ilegal do Paraguai para o Brasil é estimado em cerca de R$ 60 bilhões anuais, montante superior à balança comercial formal entre os dois países e equivalente a aproximadamente ¼ do PIB do Paraguai.

Clique no link para fazer download do estudo O novo mapa do contrabando – A ascensão das facções nos mercados ilegais.

 

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